Explicações + Cronogramas


Explicações + Cronogramas de postagem



Oi, pessoal! Apesar de não postar aqui nos últimos tempos, e pensar em até desativar o blog, decidi mantê-lo para postar as histórias e também eventuais avisos, como esse. Muitas pessoas me perguntaram nas mensagens privadas e nos reviews que dia eu postaria no Nyah!, se eu havia abandonado as fanfics, se podiam me matar pela demora, entre outras coisas.
Então, além de esclarecer o motivo das demoras/dos sumiços, também trouxe um cronograma para vocês poderem acompanhar as fanfics toda a semana, certinho.
Muitas de vocês não sabem, mas esse ano eu concluí a faculdade de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa e suas respectivas literaturas. Além da faculdade de Letras, eu estagiava 6 horas em uma empresa. E, se tudo isso não bastasse, eu também faço faculdade de Serviço Social (EAD) em uma outra universidade. Ou seja, muito pouco tempo para ter/manter uma vida social e ainda escrever as fanfics. Por isso, eu demorei para postar, sumi por vários meses, mas reitero que eu nunca vou abandonar em definitivo história nenhuma. Agora que a faculdade de Letras e meu estágio acabaram, eu estou com mais tempo livre, e por isso estou retornando para o Nyah!, aos poucos.

Então, sem mais delongas, sem mais explicações, segue abaixo o cronograma que será seguido nas fanfics em andamento no Nyah!


Qualquer dúvida, vocês podem colocar aqui nos comentários, ou no chat que fica na lateral do blog. Acho a interação entre autor/leitor muito importante! ♥ Elogios e críticas construtivas são bem-vindas sempre. Abraços!


One-Shot: Tell me if you wanna go home


N/A: A música que trouxe inspiração para essa one-shot tem o mesmo título da história, e pertence ao filme Mesmo se nada der certo! Se alguém quiser ouvir enquanto lê, clica aqui.


Capítulo Único – Tell me if you wanna go home


Mia não estava prestando atenção no que acontecia ao seu redor. Ela ouvia vagamente os risos fofos de sua filha em resposta ao que David, seu noivo, estava falando para ela; ouvia o som calmo, mas ao mesmo tempo assustador para ela, do jazz que vinha do Home Teather da sala. Contudo, nada disso importava. Depois de sete anos longe de Los Angeles, depois de sete anos longe dele, ela voltou a vê-lo. Por acaso. Por um maldito acaso. Seria o destino zombando dela, ou apenas um azar extremo? Ela não saberia dizer.
Por que David quis entrar logo naquele lugar? Sebastian tinha realizado seu sonho, afinal. Era dono de um clube de jazz conceituado, no centro da cidade. Não havia sido no Samba e Tapas, e por um momento ela pensou em como deve ter sido difícil para ele ter aberto mão do local original de seu sonho. Sabia como ele era teimoso. Além do local, ele abriu mão, também, do nome em que tinha pensado. Após saírem do clube, ela viu o nome e o logo, o logotipo que há muitos anos ela havia desenhado para ele, e que foi imediatamente rejeitado por Sebastian. O que tudo isso queria dizer? Ele fez renúncias, ele finalmente fizera algumas renúncias. Porém, depois de sete anos, isso não importava mais, importava?

A Terapeuta (Capítulo final)

Capítulo XXVIII



“A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes”.


François La Rochefoucald


Ponto de vista por Isabella Swan – Cinco meses, vinte e nove dias e duas horas após a partida de Edward.


–Vocês estão esquecendo o que realmente importa na relação de vocês. Agatha, não importa o que a vizinha pensa ou deixa de pensar sobre o seu casamento com August. Você está feliz do jeito que está agora? –Minha paciente acenou com a cabeça em afirmativa. –Pois então. Ser feliz é o que realmente importa e, bem, se me permite dizer, vocês dois me parecem realizados.

O casal sorriu para mim, e meu interior se encheu de satisfação por dentro. Aquele era um caso complicado, que eu tentava resolver há quase dois anos. Apesar de os dois serem jovens no quesito idade, eram velhos no quesito casamento. Casaram-se aos dezesseis anos, obrigados pelos pais por conta de uma gravidez não planejada. Eles realmente se amavam, mas o desgaste dos anos e a falta de liberdade desde muito cedo fez com que os dois não se reconhecessem mais e, consequentemente, não se conectassem mais, nem um com o outro, nem com eles mesmos. Nada pude fazer para que isso fosse melhorado e, com o passar do tempo, pararam de vir ao meu consultório. Após várias brigas, ele saiu de casa. Agatha iniciou um curso na faculdade, fez amigos; August refez suas amizades antigas, arranjou novas, e havia até trocado de emprego. No meio de tudo isso, encontraram-se e combinaram de sair novamente, como antigamente: encontros leves e divertidos, sem preocupações com o dia seguinte. Perceberam, assim, que ainda se amavam: voltaram a namorar, mas não a morar juntos. Acreditavam ser melhor assim. Voltaram às sessões de casal no meu consultório, e encorajei-os a manter o que criaram entre os dois. Agora, Agatha, em sua última sessão, parecia preocupada com o que uma vizinha fofoqueira espalhava dela pelo bairro.
           
        –Obrigada, Dra. Swan. Eu realmente estou. Tenho momentos ótimos com o homem que sempre amei. –Eles se olharam e sorriram um para o outro. –Sem perder minha liberdade. Eu acho que era o que faltava, sabe? Ter uma vida com o August, claro, mas não ter uma vida girando ao redor dele. Esse tempo que nos mantemos afastados fez toda a diferença.

A Terapeuta (Capítulo 27)


Capítulo XXVII


“E o mundo a me exigir decisões para as quais não estou preparada. Decisões não só a respeito de provocar o nascimento de fatos, mas também decisões sobre a melhor forma de se ser."

Clarice Lispector


–Ela realmente gosta de você, Edward. –Emmett sorriu para mim, antes de pegar sua filha, que ainda estava em meu colo, para leva-la para casa. A hora da despedida se aproximava, e eu estava cada vez mais nervoso, mais incerto, e mais infeliz. Valia a pena viver um sonho antigo e deixar os novos sonhos em segundo plano?

–Não faço ideia do motivo. –Tentei parecer calmo para Emm, afinal ele não tinha nada a ver com meus dilemas internos. –Qualquer um em meu lugar faria o mesmo por Mandy.

–Não faria, mas de toda forma.... Ela não gosta de você por ter, literalmente, salvado a vida dela. Eu acho que ela ainda nem entende isso, de qualquer maneira, Edward. Ela gosta de você porque viu algo bom em você, assim como Bella viu.

–Você deve ter razão. –Sorri. –Elas viram algo bom em mim, e eu tenho que fazer por merecer. –Nesse momento, mais do que nunca, tive certeza de minha decisão. Eu não iria para Harvard por fixação ou sonhos do passado, mas sim por que era algo que eu deveria fazer. Eu tinha que decidir o rumo da minha vida, eu tinha que começar a ser, pela primeira vez, independente. Eu devia isso a Bella, e a mim. Ela merecia alguém que tivesse certeza do que estava fazendo. A ausência seria apenas temporária, e no fim, tudo valeria a pena. Eu queria me casar com Bella, ter filhos e uma vida plena e feliz ao seu lado, mas para isso eu precisava me encontrar, ter minhas próprias experiências, meus erros e meus acertos, também. Afinal, ninguém disse que seria fácil. –Adeus, Emmett. Cuida bem da Mandy! –Dei um abraço em meu cunhado, um beijo no rostinho adormecido de Mandy, e segui em direção às poucas pessoas que ainda estavam no final da festa. Havia chegado a hora de me despedir.

A Terapeuta (Capítulo 26)


Capítulo XXVI


“Recomeçar é mais difícil que começar, pois requer a coragem do início e a superação do fracasso. Então hoje... Arrisque-se”.

Flávia Barros

Você acha que eu preciso de um terno novo ou algo assim? –Eu olhei para minha mala em cima da cama com um pouco de insatisfação, como se nenhuma das minhas roupas fosse o suficiente para Harvard. Bella sorriu do meu nervosismo aparente e colocou uma de suas mãos em meu ombro.

–Eu acho que você precisa de acalmar. É só a faculdade, Edward, qualquer roupa de dia a dia está bom. Quer dizer, os que se acham e cursam Direito vão de terno, mas não vejo você como uma dessas pessoas... Estou errada?

–Não, não está. Eu nem ao menos gosto de ternos, são desconfortáveis. –Admiti. –Só acho que estou nervoso, não quero meio que... Como os jovens dizem? Pagar mico. Isso. –Minha namorada riu.

–Você não vai. É uma pessoa maravilhosa. Aposto que fará vários amigos novinhos. –Eu revirei os olhos.

–Você está mesmo me chamando de velho, Srta. Swan? –Me aproximei mais de minha namorada linda que eu amava e que, incrivelmente, sentia o mesmo por mim. –Logo você, a psicóloga formada e com vida estável. Aparenta ser muito mais senil do que eu. –Ela riu da minha brincadeira e eu a abracei apertado, já sentindo o peso da distância e também da saudade. Minha cabeça rodava com perguntas cujas quais eu não tinha resposta. Nosso relacionamento a distância daria certo? Isabella perderia o interesse conforme o tempo fosse passando? Ela aguentaria namorar por tanto tempo um homem que nem ao menos tinha um emprego ainda?

–Sério, você está me assustando, Edward. –Olhei para Bella sem entender. –Você. Fica brincalhão em um minuto, e no outro sério e pensativo. Será que você possui um transtorno bipolar que não detectei ou algo assim? –Ela parecia realmente me avaliar, vendo se não perdeu sinais importantíssimos de algum comprometimento psicológico meu. Eu revirei os olhos e ri. Ela era absurda. E linda. E fantástica.

A Terapeuta (Capítulo 25)


Capítulo XXV


"Se me calo, fico emburrado ou me encontro distante, não pense que é por falta de amor ou desejo. Às vezes, me sinto meio sem rumo num mundo tão hostil, complicado e descolorido. O pior remédio é você fazer o mesmo. Ignore minha apatia. Só peço que chegues e instale a beleza que me falta, venha sorridente, regue as flores na sacada, ative minha respiração, massageie meus ombros, tire minha roupa ou me abrace, simplesmente. Vai passar".

Gabito Nunes


            Ponto de vista por Edward Cullen

           
–Você está mesmo bem? Eu não sei, talvez eu deva ficar em casa. Só mais hoje, para ter certeza...

–Bella, eu vou ficar bem. Não é como se eu estivesse doente, afinal. Só preciso de um pouco de repouso. –Ela sorriu, ainda meio incerta de minhas palavras. Fazia dois dias que eu tinha saído do hospital. O médico disse que eu ficaria bem se tivesse duas semanas de repouso, apenas não fazendo muito esforço, mas Bella estava incerta sobre voltar para seu emprego e me deixar sozinho em sua casa. Ela era tão absurda. E tão incrivelmente adorável. Eu nunca me cansaria de admirá-la. Ela se preocupava tanto comigo que chegava a ser surreal. Deus do céu, ela realmente me amava. Muito. Meu sentimento era recíproco e eu não podia acreditar nisso.

Não podia acreditar porque tornava a minha decisão muito pior. Eu disse a ela que pensaríamos no problema se chegássemos a ele, mas era impossível deixar de pensar que se eu fosse admitido em Harvard, eu precisaria tomar uma decisão, mesmo com Bella me dizendo que eu poderia ter o melhor dos dois mundos, ou seja, tanto ela quanto Harvard. Era impossível, certo? Eram malditos cinco longos anos longe, ela não merecia isso. Eu não queria prendê-la. Queria que ela fosse feliz. Ela não precisava de um fracassado como eu em sua vida. Eu não poderia ser egoísta com Bella. Com ela não.

–Mas Edward, eu acho que eu deveria ficar aqui. Você sabe, o reitor.... Não quero que você se exalte demais e acabe afetando sua recuperação. Eu amo você. –Bella largou a sua bolsa novamente e praticamente se jogou em cima de mim no sofá de sua sala, me abraçando forte. Eu ri, mas aproveitei seu carinho espontâneo. Deus, eu realmente a amava muito. Eu não poderia escolher.

A Terapeuta (Capítulo 24)


Capítulo XXIV

"Sei lá o que me dá, se é medo do futuro, preguiça de regar nosso convívio ou alguma crise existencial que vaivém. Mas precisei ficar só. O que eu menos queria era ver você aborrecida e temida quanto às coisas que sinto. Só faria me sentir pior e mais impotente. No duro, pediria sua ajuda se soubesse o motivo, mas sou homem e não vejo necessidade de divagar sentimentalismos e fraquezas. Basta você saber que não saiu do pensamento um só minuto. Mas hoje, preciso de você".

Gabito Nunes
           
            Ponto de Vista por Bella Swan
–Isabella?

–Sim, doutor?

–A operação foi um sucesso. O Sr. Cullen está dormindo ainda por conta da anestesia geral, mas deve acordar em breve. Agora, nós vamos preparar Mandy para a cirurgia. –Eu concordei com um aceno, ainda um pouco perdida em pensamentos. Como eu abordaria o assunto da ligação com Edward? Será que ele ficaria bravo por eu ter atendido seu telefone? Eu não podia negar que estava magoada com Edward por conta de sua grande omissão. Quer dizer, eu pensei que ele confiasse em mim. Que nós tivéssemos alguma coisa concreta aqui. Todos os meus pensamentos racionais me diziam que era bobagem acreditar que Edward estava apenas fingindo que possuía algum tipo de afeto por mim, mas os meus pensamentos passionais insistiam em dizer que ele havia me enganado.

Com um suspiro de pura frustração, caminhei rapidamente até o banheiro do hospital. Passei uma água no rosto para ver se eu me tranquilizava um pouco e respirei fundo. Eu era Isabella Swan. Eu era uma psicóloga muito bem renomada que era muito bem sucedida graças à minha habilidade de ser racional em momentos difíceis. Edward fora meu paciente. Ele tinha passado por muitos traumas ao longo da vida, muitas decepções e frustrações. Eu não podia simplesmente discutir com ele por não saber agir comigo, e principalmente com a sua vida. Eu tinha que ser paciente com ele. Principalmente agora que Edward precisava de cuidados. Não era sobre mim, era sobre ele. Ele precisava se achar, e eu sabia disso. Mesmo que ele decidisse seguir seu caminho sem mim. Era aceitável e até mesmo compreensível.

A Terapeuta (Capítulo 23)


Capítulo XXIII


“O amor sem esperança não tem outro refúgio senão a morte”.

José de Alencar
             
            Ponto de Vista por Bella Swan

Eu dirigi para o hospital o mais rápido que eu podia. Não que nós precisássemos de fato nos apressar porque, bem, Edward ainda tinha uma bateria de exames para fazer antes de fazer a doação de medula para Mandy, mas eu estava tão eufórica com a situação dando certo que eu não estava me contendo.

Edward também parecia feliz. Ele estava com um sorriso sutil em seu belo rosto, e seus cabelos pareciam mais claros com o sol batendo sobre ele. Eu suspirei, notando que ele ainda continuava pensativo. Talvez Edward estivesse apenas preocupado com a cirurgia. Ele ficaria no hospital por duas semanas até se recuperar da doação. Eu pretendia ficar com ele o máximo de tempo possível.

–Agora que temos a certeza de que Mandy vai ficar bem, você pode voltar para o trabalho.

–Claro que não, Edward. Você sabe que é preciso quinze dias para se recuperar da cirurgia. Talvez o médico lhe libere para descansar em casa, mas mesmo assim, ficarei com você. Eu seria uma pessoa horrível se não ficasse por perto no momento que você mais precisa. –Ele fez uma careta, parecendo discordar.

A Terapeuta (Capítulo 22)


Capítulo XXII


“Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela.”

Albert Einstein

Ponto de vista por Isabella Swan

Quando o despertador tocou no dia seguinte, eu simplesmente não acreditei. Parecia que eu tinha recém chegado do hospital com Edward, totalmente esgotada. Rose sempre me disse que não havia cansaço que não sumisse com uma noite consideravelmente longa de sono. Bem, que merda. Minha irmã estava errada, ao que tudo indicava.

Suspirei ao notar que Edward não estava comigo na cama. Por quê? Tudo bem, eu tinha que dar o braço a torcer: precisava mesmo de uma cama nova. Uma cama nova de casal. Porém, eu sabia que talvez, só talvez, não fosse por isso que Edward não estava lá. Afinal, ele nunca se importou muito em ficar apertado na minha cama de solteiro, desde que estivesse perto de mim. Nosso relacionamento (nós tínhamos realmente um relacionamento?) não parecia muito transparente atualmente. Quer dizer, eu sou uma psicóloga. Uma boa psicóloga. Eu sabia que havia algo incomodando Edward, algum dilema interno, talvez. Ou talvez... Talvez ele apenas tenha se arrependido. Se precipitado ao se declarar para mim. Talvez ele quisesse curtir a vida de solteiro, agora que enfim era divorciado e podia viver sua vida. Afinal, o que eu esperava? Deus, nós nem tínhamos transado! Não que eu ache que os relacionamentos devem ter como base o sexo, mas ele deveria sentir falta. Eu sentia falta, e não estava sem há tanto tempo quanto ele. Nós nos conhecíamos há pouco tempo, contudo, eu confiava nele demais. E amava-o, também. Só não havia surgido a oportunidade ainda. Com toda essa confusão da família dele, James, Mandy, meu retorno ao trabalho...

Merda! Eu precisava ligar para Jenny e dizer que não iria trabalhar nos próximos dias. Não tinha como eu ajudar meus pacientes se eu não conseguia nem ajudar a mim mesma nos últimos tempos. Eu estava preocupada com Mandy e com sua leucemia. Com a compatibilidade de Edward. Com Edward e sua inesperada e misteriosa aflição sutil. Ugh, eu precisava de umas férias bem longe de todos esses problemas, ou de uma boa dose do uísque mais forte que eu encontrasse.

A Terapeuta (Capítulo 21)


Capítulo XXI 


"De todas as coisas que você me deu, a melhor delas certamente foi a chance de escolher, escolher você, escolher ficar contigo e atravessar com algum alívio os dias que eu quero simplesmente morrer para não ser intimado a depor sobre o meu sumiço. Você me ensinou muitas coisas, a melhor delas, me ensinou que o amor verdadeiro sempre espera um pouco mais pelos abraços atrasados".

Gabito Nunes



            Ponto de Vista por Edward Cullen


Eu não sei o porquê de simplesmente querer ajudar a sobrinha de Isabella. Não foi premeditado, ou algo assim. Só que quando eu vi Isabella chorosa tentando acalmar sua irmã desolada por causa da situação de Mandy, eu só queria poder ajudar de alguma forma. Eu não gostava de ver Isabella sofrendo, e a ideia de não ter Mandy entre nós doía. Eu a conhecia há pouco tempo, mas sem dúvidas era uma criança incrível, inteligente e amorosa, exatamente como Isabella disse. Ela deveria ter a vida toda pela frente! Era injusto se ela não tivesse. Ela era uma criança, e deveria estar correndo por aí com os amiguinhos no parque, e comendo porcarias o tempo todo, mesmo com as reprimendas de sua mãe. Ela deveria ter uma boa infância, uma boa adolescência... Deveria sentir a sensação de se estar apaixonada por um menino qualquer do ensino médio, e sentir a sensação de nervosismo quando fosse apresentá-lo aos seus pais. E depois, talvez, houvesse a faculdade, e toda uma vida que todos têm direito, mas nem todos realmente podem aproveitar.

Eu estava solitário, quebrado, pessimista e amargo antes de conhecer Bella. Na verdade, eu havia me conformado. Eu tive uma infância incrível, e uma adolescência razoável. Infelizmente, a fase boa tinha acabado por aí, pois a promessa se cumpriu e meu casamento com Tanya, minha melhor amiga, ocorreu. Eu sabia que não existia amor, mas eu tinha afeto fraternal por minha esposa e tentei que a união desse certo, porém, não era o que Tanya queria. Não era o que eu queria também, mas eu estava aprendendo a me conformar. Ela não. Ela sempre foi inconformada, sempre sonhou mais alto. No entanto, foi tarde demais quando nos demos conta disso. Tínhamos nossa própria vida, nunca deveríamos ter concordado com aquilo. Tudo poderia ter sido diferente, mas não foi. E essa é a graça da vida, sabe? Agora eu percebo. A graça da vida é poder fazer nossas próprias escolhas, por mais desastrosas que sejam. É a nossa vida, então, foda-se, ninguém mais tem a ver com isso além de nós mesmos.

Eu queria que Mandy tivesse uma vida. Eu queria que ela pudesse tomar suas próprias decisões, também. Queria que ela se decepcionasse, ficasse triste, apenas para perceber que a felicidade é algo que se constrói e conquista, assim como Bella havia me ensinado. Eu não tive escolha sobre meu casamento anos atrás, ou eu quis pensar assim, mas eu tinha escolha agora. Eu poderia ter ficado com Tanya, fazendo nós dóis miseráveis, mas eu não fiquei. Eu escolhi a vida. Escolhi a Bella. E o mais importante: escolhi a mim e a meus sonhos. E agora, eu também tinha uma escolha, e eu escolhia ajudar Mandy. Tudo bem, ao menos tentar. Poderia não dar certo, provavelmente não daria, as chances eram quase nulas, mas era melhor do que nada. Eu deveria tentar, porque Bella estava certa quando me disse que todas as pessoas merecem viver, todas as pessoas merecem recomeçar, porque todo mundo comete erros e más decisões. Só temos que aprender a lidar com elas e consertá-las.

A Terapeuta (Capítulo 20)


Capítulo XX


“Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre”.

Albert Einstein


Certo. Eu precisava me acalmar. Mandy precisava de mim sob controle, e não desesperada desse jeito. Ela havia apenas piorado, ela estava doente. Essas coisas acontecem quando estamos doentes, não é? Temos recaídas, mas depois melhoramos. Como em uma gripe. Merda! A quem eu queria enganar?! Ela não estava com uma gripe. Ela estava com um câncer. Com leucemia. E não havia nada que eu pudesse fazer para ajudá-la agora. Eu não era uma doadora de medula compatível. E ela havia piorado. A minha sobrinha, que eu vi nascer, que eu segurei nos meus braços segundos depois de ter nascido, estava indo embora. Estava morrendo. E eu não poderia resolver isso com uma simples terapia. Eu não podia fazer nada, absolutamente nada. E isso doía como o inferno.

–Bella, vai ficar tudo bem. –Eu sabia que Edward só estava tentando me dar apoio, mas aquilo sinceramente não ajudava. Eu ouvi como sua voz estava trêmula, indicando que ele também estava nervoso. Como ele poderia saber que tudo ficaria bem? Ele não podia. Ninguém podia me assegurar disso. Porque aquilo ali, na minha frente, na frente de todos, na frente de Mandy, era a vida. A vida real. E ninguém vive sem enfrentar os riscos que ela coloca no destino de cada um.

–Você não pode saber.

A Terapeuta (Capítulo 19)


Capítulo XIX



“No início, os filhos amam os pais. Depois de certo tempo, passam a julgá-los. Raramente ou quase nunca os perdoam”.

Oscar Wilde



            Ponto de Vista por Bella Swan

            –Não estamos atrapalhando algum momento íntimo entre vocês, não é? Sei como é difícil segurar o marido, filha.

            Oi? Momento íntimo entre Tanya e Edward? Segurar o marido? Oh, merda, acho que aqueles dois ainda não tinham contado as novidades para os pais. Isso não ia acabar bem, não ia mesmo. E com certeza ia acabar sobrando para mim e para o coitado do Derek. Enfim, seria divertido conhecer meus sogros. Não era como se eu estivesse nervosa por conhecê-los, afinal. Os dois me odiariam, me colocariam como uma destruidora de lares, falariam absurdos sobre a tal promessa descabia que fizeram há anos luz e tentariam, em vão, reverter o divórcio. Eu não estava nervosa para conhecê-los porque eu não fazia a mínima questão de que aqueles dois gostassem de mim. Tudo bem que se os dois tivessem agido diferente com o filho, talvez Edward nunca tivesse me conhecido e não estaríamos juntos, mas não era o ponto em questão ali. Pais deveriam criar os filhos para o mundo, para que eles pudessem encarar os problemas da vida e enfrentá-los conforme achassem melhor; para que pudessem tomar suas próprias decisões.